3.7.09

Paz pós pus

Pusilânime,
Porte-pêndulo
Permita-me ao Pólux,
Phósforo
Photo do Píndaro
Perímetro perverso da paranóia

Pára-brisas
Pára-quedas
Paralama
Paranormal
Pisada poderosa
do princípio pessoal

Principal postura
Proporcional
Ao projeto primeiro
De produzir
O próprio prazer

Paz-pós-pus
Positiva
Prostrada parafernalha
Poluindo a paz-pós-pus.

25.6.09

Manto Branco

Risonhos lírios do campo
manto branco, extenso,
contínuo...
Fascínio da chuva que lava
e do sol que alimenta
Lírios de origem em lágrimas e fantasia,
a chuva que lava e o sol que alimenta.

14.6.09

Vácuo

No vácuo interno também há silêncio
talvez o que cause o próprio vácuo
nódulos de ânsia
me impedem de falar o quê.

Toda a tentativa de calma
leva à latifundiária angústia.
Mas calma, calma
busco meu processo de paz
nada faço
não saio do bagaço que estou
Angústia,
medo
Escuta e calma
Paz...
Me abraça?
Silêncio...

4.6.09

Nada adormecia

Já ia noite alta
jazia o dia
há um par de tempos
quando veio a madrugada
nada, nada
adormecia
e já era noite alta
e pensava que
a qualquer momento
o conforto chegaria
e não era fome, falta
nada que eu dominasse
era a noite que se fora
era o sono que sofria!

31.5.09

Bre-vida-de

aquela imagem na parede
não sabia
o que lhe aguardava
aquele rosto sem marcas
os traços
desenhos perfeitos
e olhar perdido

a menina desconhecia o tempo
certa de que dominava a vida
a pequena vida que era
sem saber que é impossível
conhecer enquanto ser
e mudar quando tiver sido

desconhecia a bre-vida-de
o coletivo de instantes
que passam
sem que se localize
com ciência
o ponto exato do desconforto